É normal meu filho praticamente não comer nada?

Sim, é normal. Crianças entre 1 e 3 anos são famosas por ter pouco apetite. É uma das características mais básicas dessa idade, assim como as loucas variações de humor, os acessos de raiva e a necessidade de fazer uma atividade diferente a cada dois minutos. 

Calma: se seu filho não está emagrecendo, e está se desenvolvendo normalmente, não há motivo de preocupação. É provável que ele esteja compensando o pouco que come se alimentando melhor na próxima refeição, ou com lanchinhos como um leite da tarde. 

É preciso tomar cuidado, porém, porque certas crianças cismam de só comer um ou dois tipos de comida durante semanas a fio. O problema é que, fazendo isso, elas podem ficar com deficiência de vitaminas e minerais. 

Para evitar que isso ocorra, ofereça à criança alimentos que tenham vários ingredientes na sua preparação, que sejam ricos em nutrientes e em calorias. Se ele só quer saber de macarrão, sirva um molho à bolonhesa, com carne moída, e misture alguma verdura na carne -- com o molho de tomate, é provável que ele nem perceba. Também dá para misturar ovo na carne moída. 

Evite lanchinhos que encham demais a barriga e diminuam o apetite na hora das refeições -- se ele não está comendo nada, procure tirar da dieta coisas como bolachas, batata frita, sucos muito açucarados. 

Fique de olho porque muitas vezes as guloseimas são usadas como jeito de dar carinho à criança: sempre que ela vai à casa da tia ganha uma bolacha ou doce. Até o suco de fruta, que é saudável, pode interferir nas refeições se for oferecido no horário errado, ou em excesso. 

Outra idéia é fazer o máximo para tornar a refeição divertida, inventando formas ou brincando com as cores dos alimentos. Convide-o para ajudar na preparação da comida, sempre tomando cuidado com o fogão e alimentos quentes. 

Segure a vontade de empurrar "só mais essa colher para deixar a mamãe contente -- é a última!" Quanto mais você forçar, mais ele vai resistir, porque está na idade em que quer proclamar sua independência à primeira oportunidade que tiver. Especialistas também temem que a prática de forçar a criança a "raspar o prato" leve a hábitos alimentares pouco saudáveis na vida adulta.

Vá oferecendo alimentos saudáveis e gostosos durante o dia, e confie que no final das contas ele vai sim comer o quanto precisa. E não deixe de levá-lo pelo menos de seis em seis meses ao pediatra para que ele o meça, pese e avalie a curva de desenvolvimento físico. 

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