Erros que você deve evitar ao fazer o enxoval do bebê

É só o teste dar positivo para a gente começar a se derreter nas vitrines de lojas para crianças. Carrinhos, macacões, sapatos, brinquedos, berços e até trocadores parecem estar por toda parte. E cada item, sem exceção, é uma graça. Você sabe que não dá para ter tudo, que nem sempre o que é bonito, é útil, mas como resistir àquele minitênis ou àquela cadeira milagrosa que promete acabar com qualquer choro? Um exagero aqui ou ali faz parte, mas um bom planejamento permite que o enxoval do seu filho seja lindo, prático e econômico. Listamos alguns deslizes clássicos para que você aprenda com eles e não caia nos mesmos erros.
( Imagens: Google Imagens)
Enchendo a sapateira

Não, seu bebê não vai precisar de sapato. Pelo menos não nos primeiros meses. Para falar a verdade, no começo, o calçado só serve mesmo para tirar foto ou completar o look. O recém-nascido fica muito no berço e os tênis com solas de borracha dificilmente são necessários ou ficam bem presos aos pés. Basta lembrar quantos bebês você já viu no carrinho passeando só com um dos sapatos. Deixe para se preocupar com isso somente quando seu filho começar a andar.

Estoque de produtos

Desde a gravidez, a jornalista Rita Seidl já imaginava a delícia que seria o pós-banho de sua filha. Ela passaria óleos naturais e ficaria cheirosa, hidratada e bem relaxada. Tudo perfeito, se na primeira vez Valentina não revelasse que era alérgica aos óleos. O estoque? Ficou para Rita, melhor do que JOGAR fora.

UTENSÍLIOS NÃO ÚTEIS
A administradora de empresas Carolina De Marco também passou por situação parecida. Para proteger a pele de sua filha Laura, 9 meses, ela comprou, como recomendado pelos médicos, cremes para proteção e tratamento de assaduras. Mas se esqueceu de perguntar a respeito da quantidade. Comprou dez unidades grandes – até hoje Laura não usou nem um tubo inteiro.

O mesmo vale para as fraldas, pois é impossível prever se o bebê terá alergia a determinada marca. Compre o básico, mas não precisa fazer estoque. Aos poucos você vai percebendo as reais necessidades do seu filho. Se você vai fazer chá de fraldas, o risco da alergia também existe. Mas, caso o bebê não se adapte a um modelo que tenha ganhado, SEMpre é possível doar as fraldas para alguma instituição.

A síndrome da princesa (ou do príncipe)

Saias de tule, vestidos, camisas, coletes e todas as outras peças de roupa que deixam seu filho um charme entram no mesmo grupo dos sapatos. São lindas, mas nada úteis nos primeiros meses de vida. Nessa fase, até roupas com zíperes e colchetes vão dar certa aflição por parecerem estar incomodando o bebê, além do trabalho na hora de trocar a fralda. Pode acreditar, em três dias sua roupa preferida vai ser aquele body que era para usar por baixo do pijama. Por isso, não encha o armário com essas peças e reserve aquelas que você não resistiu para ocasiões especiais. Deixe para comprar roupas assim quando seu filho já estiver mais SEGURO dos movimentos.

Vai estar calor

Conferir a estação do ano em que o bebê deve nascer ajuda bastante na hora de montar o guarda-roupa, mas na verdade, em um país onde as estações não são tão bem definidas, é Sempre bom estar preparado. Thais Itapura, mãe de Sara, 1 ano, fez tudo de acordo com o manual. Checou a estação que sua filha iria nascer e, como seria no verão, investiu nos vestidos e bodies bem fresquinhos. Três dias depois do nascimento veio aquela frente fria fora de hora e a família toda teve que correr atrás de casacos. “No ar-condicionado da maternidade já percebi que precisava deixá-la mais quentinha”, lembra.

Berço aconchegante

Outro item que enche os olhos é o kit berço, aquele que combina do lençol de elástico ao protetor de grade, sabe? Pois é, nem todo pediatra recomenda o uso desses protetores e muitos pedem que os pais os tirem do berço, por mais novos, lindos e bem presos eles estejam. É bem verdade que nem todos cumprem a recomendação, mas para garantir a segurança do bebê, a tranquilidade da mãe nas poucas horas de sono que estão por vir e ainda economizar em uma época de tantos gastos, deixar o kit de lado pode ser um ótimo negócio. O mesmo vale para os bichos de pelúcia. Afinal, pelo menos para os médicos, quanto mais vazio o berço ficar, melhor.

Carrinho multiúso

Com a perspectiva de ficar alguns meses semtrabalhar, dedicar-se ao bebê, e continuar morando nos Estados Unidos, onde tudo era muito em conta, a publicitária Cristina Leão, mãe de João, 8 anos, e Maria Teresa, 5, se encantou com um carrinho desenvolvido para que mães possam correr enquanto levam seus bebês para passear. Se ela já praticava corrida? Não, mas com o carrinho e sem o trabalho, aquilo iria mudar. Adivinha? Não mudou. “Dava tanto trabalho sair com ele, por conta do tamanho, que eu nunca o levava” conta ela, que em alguns meses vendeu o “trambolho” e adquiriu um modelo guarda-chuva, que tinha tudo que um carrinho precisava ter: cinto de segurança e bons freios. Mais uma vez, não se deixe levar pelos impulsos e não ache que o nascimento do bebê vai ser a melhor hora para grandes mudanças no seu estilo de vida – já basta a maior delas, que é se tornar mãe ou pai.

Quarto tem que ter...

...estante, brinquedo, quadro e muito mais. Será? Além de deixar o berço o mais livre possível, na hora de montar aquele quarto aconchegante para o bebê é importante deixar as paredes sem muitos objetos pendurados. Estantes e quadros acumulam poeira e, dependendo da altura que forem pendurados – vale lembrar que os móbiles de berço também não são necessários –, em pouco tempo a criança já começa a alcançá-los, o que pode causar acidentes. A escolha das cores também é um ponto a se pensar. Tudo bem você querer fugir do tradicional rosa e azul-claro, mas lembre-se de que cores fortes, como o vermelho e o laranja, podem trazer agitação à criança. Deixe esses tons para os detalhes da decoração.

Ajuda na amamentação? Vou levar!

A mesma regra da “calma” é válida quando o assunto é amamentação. Uns dizem para passar bucha na auréola dos seios, outros para esfregar a toalha, outros para usar concha. Tudo isso ainda antes de o bebê nascer! Vá devagar e siga somente as recomendações do seu obstetra. O mesmo vale para os cremes que prometem ajudar nessa hora. Amamentar é algo muito importante, que requer cuidados, sim, mas pode acabar sendo bem mais simples do que você imagina e, nesse caso, dosar as compras pode evitar um grande desperdício. “Pomada de amamentação você usa bem pouquinho, um tubo dá e sobra. E eu comprei três!,” conta a psicóloga Isabel Coutinho ao lembrar dos preparativos para a chegada de Dora, 4 anos.
1. Aquecedor de lenço umedecido. As clássicas combinações de algodão e água morna ou lavar com água e sabão são as mais eficazes na hora de trocar a fralda do bebê. O lenço umedecido deve ser usado somente para os passeios fora de casa. Já dá para imaginar onde vai ficar o aquecedor, né? Esquecido no fundo do armário!

2. Aspirador nasal. São raras as mães que se dão bem com esse “aparelho”. A maioria acaba recorrendo ao papel, algodão ou cotonete mesmo.

3. Lixeira que disfarça o cheiro da fralda. Além de ser cara, a propaganda costuma ser melhor do que o resultado real.

4. Tapa pipi. As mães de meninos precisam ter um cuidado extra na hora da troca de fralda. Mas o “jato” de xixi costuma ser tão forte que não há tapa pipi que aguente. Por isso, o melhor é cobrir com uma fraldinha de pano mesmo.

5. Capa de chuva para carrinho. Na empolgação, os pais acabam comprando mil e um acessórios para o carrinho. Mas o máximo que costumam usar é o porta-trecos que fica embaixo.
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