Cesaria

A cesárea é um tipo de parto que consiste essencialmente de um corte no abdômen e outro no útero (passando por outras camadas), que abrem um espaço pelo qual o médico puxa o bebê. Segundo dados do Ministério da Saúde, 40% dos partos realizados no Brasil pela rede pública foram cesarianas; na rede particular, esse número sobe para 85%. Ambas as porcentagens estão bem acima da recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que é de 10 a 15%.

Existem três vias que podem levar uma futura mãe até o centro cirúrgico na hora de ter o seu bebê: a da necessidade e a da escolha. A primeira é simples – chegou a hora de o bebê sair, mas isso não acontece. Essa situação pode ocorrer por uma série de motivos. “Às vezes, simplesmente não há dilatação suficiente”, explica a Dra. Alessandra Bedin, ginecologista obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. Outros fatores de complicação podem ser o posicionamento do bebê, seu tamanho, o cordão umbilical enroscado no pescoço, trabalhos de parto muito extensos (que podem prejudicar a oxigenação do bebê), e a terceira e a gravidez de multiplus ou mais, como foi o meu caso, meu primeiro filho nasceu de parto normal, mas o meu casal de gemeos nasceram de cesariana.Nenhuma dessas situações automaticamente faz a cesárea ser obrigatória: caberá ao médico responsável fazer essa avaliação e, caso julgue ser a melhor opção, aconselhar a mãe a optar pela cirurgia.

A outra via é a das mulheres que decidem que farão a cesárea antes mesmo de chegar a hora de o bebê nascer. Segundo a Dra. Bedin, os motivos para essa escolha são muitos: “Muitas delas têm medo da dor do parto normal, mas essa não é a única razão. O medo de o períneo (região localizada entre a vagina e o ânus, que sustenta todos os órgãos pélvicos) não voltar ao normal após o parto também é grande, assim como o de não chegar a tempo ao hospital se esperarem o trabalho de parto começar naturalmente”, eu queria muito que os meus gêmeos nascessem de parto normal, mas infelizmente não foi possível pois um bebe esta sentado. 
Como é a preparação?
“É recomendável que a gestante faça um jejum de 8 horas de alimentos sólidos e leite e de 4 horas para água no período que antecede à cirurgia”. "Mas isso é relativo. A mulher que tiver que realizar uma cesárea não planejada não terá grandes problemas por não ter jejuado, apenas a possibilidade de sentir um pouco de náusea durante a cirurgia”, como aconteceu comigo, minha cesária não tinha sido marcado, fui pro hospital com dor e chegando lá tiveram que fazer a cesária, e eu tinha jantado antes de ir pro hospital, e por isso eu acabei vomitando 4 hrs depois da cirurgia.
 Como é a cesárea?
Dentro do centro cirúrgico, ocorre a aplicação da anestesia, na região lombar da paciente, entre duas vértebras da coluna. A dor da picada não é intensa, eu pra falar a verdade não sentir dor na hora que aplicaram a anestesia. Existem três variações de anestesia: a raquidiana (ou raquianestesia), a peridural e o duplo bloqueio. Todas prezam pela possibilidade da mãe permanecer acordada durante o parto, mas sem sentir dor do peito para baixo. Qual (ou quais) será utilizada no parto depende de cada caso. “A aplicação da anestesia é direcionada de acordo com a paciente, seu quadro clínico, a situação do trabalho de parto, entre outros fatores”.


Pós-parto 
Como toda cirurgia, a cesariana tem uma etapa inevitável: o pós-operatório. A intensidade e duração das dores, desconfortos e limitações da paciente variam para cada pessoa, mas, mesmo nos casos mais simples, o pós da cesárea tende a ser pior que o do parto normal.
 
O que acontece após a finalização dos pontos varia de hospital para hospital. “Em alguns hospitais, já é uma prática comum permitir que a mãe fique na sala de cirurgia por um tempo maior”. “Dessa forma, assim que ela se recupera da anestesia, já pode segurar o bebê e tentar amamentar em um ambiente mais protegido”. Outras instituições normalmente levam a mãe para uma sala para se recuperar dos medicamentos. Após cerca de uma hora e meia, o efeito passa e a mãe pode segurar seu filho.
 
Independente dos procedimentos da instituição, a recomendação é que a paciente fique de 6 a 12 horas mais quieta, sem fazer esforço. É necessário ficar, no mínimo, 48 horas internada antes de receber alta, mas esse período pode se estender por até 60 horas ou até mais, em casos em que tenha havido algum tipo de complicação durante o parto.
 
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